“Professor Fantasma”: Tomé descobriu que outro recebia seu salário e luta há 9 anos por reintegração na função pública

Tomé Francisco, de 30 anos de idade, continua a travar uma batalha jurídica com o objectivo de obter uma resposta positiva perante sua reintegração no aparelho de estado, após ter sido expulso da função pública em 2018 sob acusação de abandono ao posto de trabalho, quando leccionava no distrito de Eráti, província de Nampula.
Apesar da expulsão formalizada há anos, o professor descobriu que o seu nome permaneceu activo no sistema do estado até 2024, período durante o qual outra pessoa recebia o seu salário e realizava a prova de vida no seu lugar.
Em Março deste ano, o professor submeteu um processo de insistência ao Tribunal Administrativo na Beira, província de Sofala. No entanto, uma semana após a entrega, a instituição recusou o seguimento do expediente com o fundamento de que já corria naquela estância uma acção submetida em Janeiro de 2024, a qual permanece sem resposta até ao momento.
Segundo contou Tomé Francisco à Miramar, o tribunal justificou a estagnação do processo com supostas dificuldades logísticas para localizar o distrito de Eráti e dar o devido seguimento aos trâmites legais.
Mesmo perante os sucessivos entraves administrativos e a falta de esclarecimentos sobre o uso indevido da sua identidade no sistema, o professor garante que não vai desistir até ver reposta a justiça.
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