Intempéries na zona sul voltam a expor fragilidades na mobilidade e no sector da educação em Maputo e Matola

As chuvas acompanhadas de ventos fortes que ocorrem na região sul do país, voltam a expor severas fragilidades no sector da educação e no sistema de transportes nas cidades de Maputo e Matola. As intempéries condicionam o acesso às aulas devido à precariedade das infraestruturas e comprometem a mobilidade diária de milhares de cidadãos por conta da escassez de transporte público e de cobranças ilícitas.
Na província de Maputo, alunos de mais de 500 turmas que estudam ao relento viram o processo de ensino e aprendizagem suspenso em plena semana de preparação para as Avaliações Provinciais (AP), agendadas para a próxima segunda-feira, 17 de agosto. A Direcção Provincial de Educação reconhece que, apesar de o número representar uma redução em relação a períodos anteriores, o cenário evidencia a fragilidade das infraestruturas escolares e a urgência de maiores investimentos governamentais.
A Miramar visitou a Escola Primária Completa de Boquisso, no município da Matola, que se apresenta como um dos casos críticos, onde as actividades lectivas estão interrompidas desde a segunda-feira devido ao mau tempo.
No sector dos transportes, o impacto das intempéries agravou a crise de mobilidade urbana. No terminal do Patrice Lumumba, na Matola, passageiros relataram longos períodos de espera, superiores a uma hora, originados pela escassez do transporte público “chapas”. Os utentes denunciam que muitos operadores encurtam as rotas, recusam-se a chegar aos terminais e praticam tarifas ilegais, chegando a ser cobrados até 35 meticais para chegar a cidade de Maputo.
Cenário idêntico de paralisação e especulação de preços no transporte público, é registado em vários outros pontos de acesso ao centro urbano nas duas cidades.

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